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MAP VI
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  ANTECEDENTES DO MAP  
 

A região trinacional MAP (Madre de Dios-Peru, Acre-Brasil, Pando-Bolivia) constitui o núcleo da Amazônia Sul do ocidental com 302,378 Km2. É uma região dominada por bosques úmidos tropicais onde se concentra uma enorme diversidade biológica e cultural. A região MAP tem uma população de aproximados 700.000 habitantes, formada por comunidades indígenas e camponesas, pequenos proprietários privados e fazendeiros, extrativista de espécies madeireiras e não madeireiras e população de assentamentos urbanos em crescimento rápido. O grosso desta população são colonos recentes. A região se caracteriza por taxas de crescimento demográfico muito altas, geradas por colonizações espontâneas. A região está ameaçada pela expansão do monocultivo de soja vinda de outros estados e pela pecuária extensiva a grande escala nos três países.

Desde 1999 vem-se desenvolvendo na região de Madre de Dios-Peru, Acre-Brasil e Pando-Bolívia (MAP) uma iniciativa de instituições e pessoas do ambiente acadêmico-universitário, organizações sociais, Organizações não Governamentais (ONGS) e de instâncias municipais e governamentais, que tem por objetivo alentar processos e acordo de intenção, participação democrática na tomada de decisões e coordenação de planos, programas e projetos de integração orientados para o desenvolvimento sustentável da tríplice fronteira, no coração da Amazônia Sul Ocidental. Este movimento, mais social do que institucional, surgiu no processo MAP, como um fenômeno de colaboração crescente de cidadãos de Madre de Dios-Acre-Pando para o desenvolvimento e a conservação, como o objetivo de afirmar o direito dos povos, levá-los a conhecer os aspectos que afetam seu futuro e o direito a participar em decisões coletivas.

Este esforço começou com uma reunião preparatória em Rio Branco realizada em junho de 1999 com 25 participantes, basicamente do mundo acadêmico-universitário regional dos três países. Este primeiro esforço foi crescendo com a realização do MAP I em Rio Branco no ano 2000, onde foi criado o nome de Região MAP, um conceito que implica integração trinacional. O MAP II realizou-se em Puerto Maldonado no ano 2001, MAP III em Cobija no ano 2002, MAP IV em Brasilea-Epitaciolandia no ano 2003 e MAP V em Puerto Maldonado no ano 2004, que chegou a ter como participantes 1200 pessoas de 227 instituições, 85 delas públicas, 13 de universidades e 62 ONGS.

A partir do MAP III, em Cobija, formaram-se quatro mesas temáticas de trabalho: conservação ambiental, desenvolvimento econômico, equidade social e políticas públicas. Esta última é uma mesa transversal às outras três. As reuniões anuais do MAP, conhecidas como Forum MAP, organizam-se em torno destas quatro mesas temáticas. O objetivo destas reuniões são apresentar os resultados dos Mini-MAPs, que são reuniões e processos de discussão e ação sobre temáticas específicas que funcionam entre os eventos anuais. Alguns dos Mini-MAPs são: Bacias, Educação, Turismo, Estrada, Saúde, Biodiversidade, Castanha, Agrofloresta, pequenos empreendimentos. Os minimaps partem de iniciativas de instituições que colaboram entre si e envolvem a atores dos três países. A Iniciativa MAP está formada por indivíduos e por organizações movimentados por uma mesma filosofia e seus avanços se refletem no lugar web: www.map-amazonia.net. As principais ações impulsionaram até agora (mais de 100 apresentações e artigos em formato pdf produzidas em foros MAP e nos mini-MAPs) que estão disponíveis na página web.

A estrutura do MAP é policéntrica. Cada ano se nomeia um Comitê Organizador do Forum MAP que consta de quatro membros do país organizador (os coordenadores das mesas temáticas: equidade social, desenvolvimento econômico, conservação e políticas públicas) que são apoiados pelos coordenadores das mesas temáticas dos outros dois países e uma equipe de apoio formada por voluntários dos três países. Os coordenadores das mesas temáticas facilitam a realização de minimaps e recolhem os avanços que vão sendo desenvolvidos. Cada minimap tem um coordenador por país e funciona de maneira autônoma. Não existe atividade MAP num país só, as atividades MAP são necessariamente trinacionales. A forma de trabalho dos minimaps e mesas temáticas gerou efeitos acumulativos e multiplicadores: geração de projetos, propostas de políticas públicas e ações conjuntas.A iniciativa MAP tem gerado bastante interesse em instâncias governamentais dos três países e também em instâncias da cooperação internacional como um modelo de integração a partir da sociedade civil e um inovador processo de governabilidade.

As meta do MAP no futuro imediato são:

  • Fortalecer suas raízes
  • Potenciar a capacidade da organização e participação da sociedade civil•
  • Fortalecer as instituições e organizações da região MAP e sua articulação
  • Construir um objetivo comum
  • Fortalecer as relações trinacionais que permitam projetar as perspectivas da região a partir das capacidades locais
  • Integração regional endógena nos aspectos econômicos, sociais, ambientais e políticos
  • Gerar modelos de desenvolvimento solidário para prevenir a degradação ambiental
 
     

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